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Capanema diz não à PEC 37

Os promotores de justiça da região administrativa Nordeste II se concentraram na manhã de segunda-feira (17) em Capanema, nordeste paraense, e participaram de uma grande manifestação contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que visa limitar o poder de investigação somente às polícias Federal e Civil. A Associação do Ministério Público do Estado do Pará (Ampep), por meio do presidente Samir Tadeu Moraes Dahás Jorge, participou da iniciativa.

O primeiro momento da mobilização foi uma carreata nas principais ruas para convidar a população para participar da audiência pública realizada no auditório Frei Leônidas Vavassori. Participaram os promotores de justiça Afonso Jofrei, Andressa Ávila, Danyllo Colares, Ivanilson Raiol, Maria José Carvalho e Nadilson Portilho Gomes, além dos servidores e estagiários do Ministério Público Estadual (MPE).

Também estavam presentes na audiência estudantes, representantes da sociedade civil e do poder legislativo de Bragança, Peixe-Boi e outras cidades da região. Na ocasião, já ficou acertado que haverá uma nova mobilização em Bragança no dia 24 de junho (próxima terça-feira).

Os pronunciamentos de vereadores, líderes de movimentos sociais e representantes de sindicatos reafirmaram a importância do Ministério Público e mostraram que a população não está a favor da proposta. O vereador Afonso Do Pam (PTB) informou inclusive que todos os integrantes da Câmara Municipal de Capanema já se declararam contra a PEC 37.

DEPOIMENTOS – Samir Dahás, que presidiu a audiência pública, esclareceu aos presentes todos os detalhes práticos e jurídicos a respeito da proposta. “Combater a PEC não é uma questão corporativista. Vai valer a pena ser corrupto no Brasil porque não vai mais haver investigação, que é algo importante para manter a saúde e a educação, por exemplo. O brasileiro é um povo honesto e ordeiro e não merece o que estão querendo fazer”, explicou.

Maria José Carvalho frisou que, se aprovada, a PEC 37 vai transformar o Brasil em uma ditadura e o país vai se igualar a Uganda, Indonésia e Quênia. “A corrupção é o maior mal que uma República pode ter porque retira os recursos da população. A quem interessa esse retrocesso? Não creio que a voz de poucos é mais importante do que de toda uma nação. Após essa audiência, todos devem se tornar agentes multiplicadores”, resumiu.

Nadilson Gomes frisou que a população está muito mais antenada e preocupada com a situação do país. “Quando o Ministério Público investiga os corruptos está lutando contra a concentração de renda. O MP é o advogado da sociedade e defensor dos direitos sociais. Não há democracia sem ele”, afirmou.

Afonso Jofrei adiantou que todas as promotorias vão disponibilizar computadores para que os interessados possam votar na enquete do site da Câmara Nacional (também disponível aqui). 

            

Ao final foi exibido um pronunciamento gravado do procurador-geral de justiça Marcos Antônio Ferreira das Neves. No vídeo, Neves parabenizou a população pela iniciativa e reafirmou os malefícios da PEC 37.

Veja mais fotos da mobilização aqui.

 

Texto: Nair Araújo
Assessoria de Imprensa da Associação do Ministério Público do Estado do Pará
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Fotos: Nair Araújo e PJ de Capanema
 


Publicado em: 18.06.2013