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Outubro Rosa é tema de evento no MPPA

Na manhã da última sexta-feira (14), o auditório Nathanael Leitão, no prédio-sede do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) em Belém, recebeu uma roda de conversas para tratar e divulgar a campanha Outubro Rosa. Membros, servidores e estagiários participaram e puderam conhecer mais sobre câncer de mama, métodos de controle, prevenção e dados oficiais a respeito da doença.

O evento foi organizado pela Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais e dos Direitos Humanos de Belém, juntamente com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento e Funcional (Ceaf), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Contou também com o apoio da Associação do Ministério Público do Estado do Pará (Ampep) e da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário do Estado do Pará (Coimppa).

As convidadas para explanar a respeito do tema foram a coordenadora do Núcleo de Apoio à Gestão na Atenção à Mulher (Nagam), Nazaré Falcão, a enfermeira e presidente do Comitê Estadual de Controle de Colo de Útero e mama do Estado, Michele Monteiro, a psicóloga do Hospital Ophir Loyola Laíde Barros e a médica Djenanne Caetano.

A promotora de justiça Suely Catete, uma das idealizadoras do encontro, lamentou que famílias sejam destruídas por uma doença que pode ser tratável se descoberta a tempo. Explicou ainda o laço que é símbolo da campanha Outubro Rosa remete ao costume de amarrar um laço no dedo para lembrar de algo. Segundo ela, a cor rosa simboliza a feminilidade. Expôs ainda o dado de que cada 100 mulheres 1 homem é detectado.

Nazaré Falcão frisou que a participação de homens e mulheres em eventos deste tipo é importante para reduzir mortalidade por meio da difusão da informação; ou seja, é necessário escutar, entender, se sensibilizar pela causa e divulgar para os que não possuem conhecimento. Além disso, explicou detalhes de quais unidades e serviços oferecidos no Estado e na cidade, como a Unidade de Referência Especializada Materno Infantil (Uremia).

A médica Djenanne Caetano trouxe para os presentes a importância do autoconhecimento e de perceber quando algo muda no corpo. Mostrou exemplos de mamografias com lesões, que às vezes não são palpáveis, já que o autoexame detecta por volta de 1cm-2cm. De acordo com Djenanne, este é o limite entre a cirurgia conservadora e radical.

“A mamografia é importante, pois detecta até lesões de milímetros. Apesar disso, existem lesões que a mamografia não detecta e requerem exames mais complexos. Por isso os métodos precisam estar todos alinhados: autoexame, consultas médicas periódicas e mamografias”, afirmou. A médica trouxe a debate ainda a necessidade de trabalhar diagnóstico com a família inteira e criar rede de apoio para aquelas que são diagnosticadas.

  

Ao final foi feita uma roda de conversa para que o público pudesse esclarecer dúvidas; vários questionamentos surgiram e foram debatidos como: libido após a cirurgia para extirpação da mama, se há predisposição de acordo com a alimentação e estilo de vida, se a reposição hormonal contribui para o aumento do risco de desenvolver a doença, onde encontrar auxílio de saúde em Belém, entre outros.
 

AMPEP – Assessoria de Imprensa
 


Publicado em: 17.10.2016