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Ampep prestigia posse de 7 novos PJs

Data: 26/01/2018

Na manhã desta sexta-feira (26), o presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Pará (Ampep), Manoel Murrieta, prestigiou a posse de sete novos membros ministeriais. A sessão solene do Colégio de Procuradores de Justiça (CPJ) foi realizada no auditório do edifício sede do MPPA. Foram empossados Odélio Divino Garcia Júnior, Rodrigo Silva Vasconcelos, Juliana Freitas dos Reis, Paloma Sakalem, Juliana Cabral Coutinho Andrade, Aline Cunha da Silva, Cynthia Graziela da Silva Cordeiro. As lotações específicas dos novos promotores serão definidas pela Administração Superior da instituição após análise dos perfis e das demandas de cada região.
>> Confira mais fotos da solenidade aqui.

Falando em nome dos empossados, a nova promotora Aline Cunha fez um panorama geral do momento atual para a Instituição. Destacou que o Ministério Público tem sofrido temerários ataques e tentativas de enfraquecimento institucional. “Ironicamente, essas perseguições são frutos dos resultados positivos entregues à sociedade, no âmbito do combate à corrupção. O cerco contra a instituição inclui ainda, diminuição e a supressão de direitos previdenciários, o que atinge toda a classe trabalhadora celetista e os servidores públicos. Mesmo diante de todas as ameaças que a instituição tem sofrido, meus colegas e eu estamos aqui para reafirmar o nosso compromisso e dizer que não retrocederemos na defesa da sociedade”, garantiu.

Parte do discurso da nova integrante do Parquet homenageou a primeira mulher a se tornar promotora de justiça, Zuleica Sucupira, e afirmou ainda: “Imaginem que em algum lugar uma mulher vai olhar para as fotos e os vídeos dessa solenidade e concluirá que, se uma mulher do interior do Pará, ou do interior de São Paulo ou da Paraíba ou de Minas chegou até aqui, ela também pode chegar. É possível realizar meus sonhos, ela concluirá”.

Manoel Murrieta pediu que o chefe ministerial que a Administração Superior continue o esforço para a nomeação dos demais aprovados no concurso e que seja garantida a estrutura para atuação, principalmente com a criação do cargo de assessor para a primeira entrância. Aos empossados, deu uma série de conselhos, entre eles: prezem pela harmonia entre os poderes, relacionem-se com a comunidade e estejam prontos e motivados para enfrentar obstáculos. “A partir de hoje a chama e a inspiração de ser promotor de justiça jamais poderão se apagar. Seja qual for o desafio, o desânimo, a batalha”, conclamou.

Seguindo um tema levantado pela promotora Aline Cunha, o procurador-geral de justiça Gilberto Valente Martins reforçou que o Brasil passa hoje por um momento difícil, pois há, hoje, dentro do Congresso Nacional, iniciativas de lei para desestruturar as bases de um sistema democrático, para desestabilizar e tirar a independência do Poder Judiciário e do Ministério Público. “Não tem como não nos preocuparmos. Após a Constituição Federal de 1988 se levantam vozes para tirar a independência dos promotores de Justiça. Há propostas de lei para criminalizar a atuação de juízes por questão de convencimento. Imaginem a possibilidade de uma sentença sofrer revisão e depois se criminalizar que a proferiu”, ressaltou.

E prosseguiu o procurador-geral: “nenhum país democrático, que tem sistema de divisão de poderes, possui instrumentos dessa natureza. O Ministério Público e a Justiça tem que atuar livremente, sem interferência do poder político”. Martins finalizou dizendo que “buscar promover a Justiça é uma das ações mais gratificantes que um ser humano pode realizar. A posse é um momento de alegrias, mas também de fazermos essas reflexões. Parabéns a todos".

O corregedor-geral do Ministério Público, Jorge de Mendonça Rocha, disse em seu discurso que todos os empossados são vitoriosos, pois se sacrificaram e renunciaram a muitos momentos na vida. Ressaltou também os desafios que virão pela frente durante a carreira. “Vocês sabem muito bem que escolheram uma profissão vocacionada. A profissão exige muito, a começar pelo distanciamento, pois terão que ir às cidades mais longínquas desse estado. A sociedade cobra muito a nossa atuação. Terão que se debruçar sobre livros, pois há temas muito complexos. Também serão muito observados em sua conduta pela comunidade”, frisou.

AMPEP – Assessoria de Imprensa
Com parte das informações cedidas pela Assessoria de Comunicação do MPPA