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MPPA consegue ampliar leitos na capital

MPPA consegue ampliar leitos na capital

Ao longo das últimas semanas o Ministério Público do Pará, através da Promotoria de Saúde da capital, vem promovendo várias reuniões com profissionais que atuam na saúde do Estado e do Município a fim de garantir a ampliação e remanejamento de leitos de retaguarda para os pacientes de covid-19 na capital. Dada a velocidade com que o vírus se propaga a promotora de justiça da saúde Fábia Fournier, tem priorizado o diálogo com as instituições públicas a fim de encontrar soluções, com a maior brevidade possível, para os problemas que têm se apresentado.

Em Belém, a grande dificuldade é a existência de leitos de retaguarda, apesar do município ter anunciado tais leitos em seu plano de atuação de combate à pandemia. Na prática, precisou recorrer aos leitos de retaguarda do Estado. Com a intermediação da Promotoria da Saúde junto à Regulação do Estado, o município teve acesso à regulação de mais 20 leitos de UTI no Hospital Abelardo Santos. Com isso, já pode remanejar para este hospital, os pacientes de covid-19 que estiverem nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em estado grave.

A atuação da Promotoria de Saúde também resultou na disponibilização imediata de outros 55 leitos no Hospital Dom Zico para pacientes em estado moderado de covid-19, ou seja, que não precisam de respirador. O hospital também irá ofertar 7 leitos de UTI, os quais ainda não estão em uso devido à falta de profissionais. Ficou convencionado que esses leitos ficarão sob a regulação do município.

“Essas foram alternativas encontradas para desafogar as Unidades de Pronto Atendimento e Pronto Socorros Municipais”, disse a promotora de justiça, Fábia Founier. A promotora informou ainda que outros 20 leitos de enfermaria, localizados no Hospital Barros Barreto, devem ser disponibilizados até o início da semana que vem e ficarão sob a regulação do Estado.

A Promotoria de Saúde também mantém diálogo permanente com o Estado sobre seu plano de contingencia ao novo coronavírus e acompanha a ampliação dos leitos de UTI para os pacientes do covid-19 e a regulação/acesso de pacientes para o hospital de campanha, localizado no Hangar. “Em princípio, esses leitos são para pacientes que estão com síndrome respiratória moderada ou leve ou pacientes que receberam alta da UTI, mas que ainda precisam de cuidados médicos, mas a ideia é que alguns deles possam ser transformados em UTI, são os chamados leitos de ‘expansão’, assim declarados ao Ministério da Saúde”, explica a promotora Fábia Fournier.

A promotora também é membro do Grupo Estratégico do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia de covid-19 (GIAC Covid-19) instituído pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras, representando a Associação Nacional do Membros do Ministério Público (CONAMP). “O trabalho do GIAC visa a estimular sempre a busca de soluções dos problemas por meio do diálogo, evitando a judicialização, e é dessa forma que estamos trabalhando, trazendo resolutividade a nossa atuação”, complementa.

Texto: Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Pará
Reprodução / G1 Pará


Publicado em: 17.04.2020